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Além dos brasileiros, vieram na embarcação 48 cidadãos portugueses, 13 espanhóis e um tunisiano – todos trabalham para a construtora Queiroz Galvão. A embarcação que os levou à Grécia e o voo que trará os brasileiros de volta foram contratados pela empresa.
O governo líbio reteve todos os passaportes de estrangeiros que vivem no país, por isso os funcionários da empreiteira viajaram sem passaporte.
O Itamaraty já havia informado antes que, fora o grupo de Benghazi, não há mais brasileiros a serem retirados da Líbia. Alguns poucos preferiram ficar no país africano, por estarem em segurança e com suas famílias, de acordo com a Chancelaria brasileira.
Outros brasileiros que estavam em Trípoli - funcionários da empresa Odebrecht - foram resgatados de avião na quinta-feira e levados para a ilha de Malta, no Mediterrâneo. Também foram retirados da capital brasileiros que trabalharam para a Petrobras e a construtora Andrade Gutierrez.
ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de mil pessoas tenham morrido na revolta que ocorre no país contra a ditadura de Muamar Kadafi, e que já dura dez dias. Ontem, o Conselho de Segurança da organização decidiu, por unanimidade (15 votos a 0), adotar uma rodada de sanções ao regime líbio. A decisão abre caminho para que Gaddafi seja julgado pela morte de civis desarmados que protestavam contra seu governo.
As sanções aprovadas incluem ainda um embargo à venda de armas, a proibição a viagens e o congelamento de contas em resposta à repressão governamental aos protestos no país.
Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama pediu ao ditador que deixe o poder imediatamente. Em comunicado, o Departamento de Estado disse que “quando um líder apenas se mantém no poder para usar violência em massa contra seu povo, ele perde a legitimidade”.
Governo interino
Em Benghazi, o reduto da oposição, o ex-ministro da Justiça do regime de Kadafi, Mustafa Abud al Jeleil, deu início às negociações para a formação de um governo interino. A oposição já controla partes da capital, Trípoli. Segundo informações de agências internacionais, forças leais ao regime abandonaram o distrito de Tajoura, onde chegaram a entrar em choque com manifestantes, num confronto que pode ter deixado cinco mortos.
O leste do país já saiu do controle de Kadafi há quatro dias, como mostram cenas das “cidades libertadas”, como Benghazi. O oeste do país já tem pontos que estão sob controle dos opositores, como a cidade de Zawia, que fica a cerca de 50 quilômetros de Trípoli.
Kadafi diz que fica até o fim
Na sexta-feira, Gaddafi fez uma breve aparição na praça Verde, em Trípoli, e pediu a seus seguidores que se preparem “para defender” o país e morrer lutando. Ele disse ainda que “todos os arsenais serão abertos para o povo”, para “vencer os inimigos”.
No mesmo dia, o vice-embaixador líbio na ONU, Ibrahim Debbashi, disse que “Kadafi é um louco, instável psicologicamente”, que vai resistir “até o momento em que o matarem ou se suicidará".
Com informações do portal R7.