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O navio deveria ter zarpado de Benghazi, na Líbia, na tarde desta sexta-feira, mas o mau tempo adiou a viagem. A Embaixada acredita que o tempo melhorou, mas ainda não está ideal, pois em condições normais o navio chegaria às 3h da manhã de domingo (22h de sábado no Brasil), pois são 17 horas de viagem.
Além dos brasileiros, funcionários da construtora Queiroz Galvão, a embarcação leva a bordo trabalhadores da empresa de outras nacionalidades (48 portugueses, 13 espanhóis e um tunisiano).
Na Grécia, os brasileiros serão atendidos pelos funcionários da Embaixada brasileira e embarcam, em vôo fretado, para o Brasil. O governo líbio reteve todos os passaportes de estrangeiros que vivem no país, por isso os funcionários da empreiteira viajariam sem passaporte.
Malta
Segundo o Itamaraty, fora o grupo de Benghazi, não há mais brasileiros a serem retirados da Líbia. Alguns poucos preferiram ficar no país africano, por estarem em segurança e com suas famílias, de acordo com a Chancelaria brasileira.
Outros brasileiros que estavam em Trípoli - funcionários da empresa Odebrecht - foram resgatados de avião na quinta-feira e levados para a ilha de Malta, no Mediterrâneo. Também foram retirados da capital brasileiros que trabalharam para a Petrobras e a construtora Andrade Gutierrez.
Kadafi já não tem controle da situação
O ditador líbio Muamar Kadafi aparenta não ter mais controle da situação em seu país, afirmou o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, em um congresso do Partido dos Republicanos italianos em Roma neste sábado. "Parece que efetivamente Kadafi não tem mais o controle da situação na Líbia", disse Berlusconi. "Se todos chegarmos a um acordo poderemos acabar com esse banho de sangue e apoiar o povo líbio."
Berlusconi, até agora aliado do líder líbio, Muamar Kadhafi, com o qual assinou em agosto de 2008 um tratado de amizade para tentar saldar as dívidas de mais de 30 anos de colonização italiana, destacou que o "cenário geopolítico está mudando, e que a Itália está preocupada com isso".
"Ninguém podia prever o que aconteceria na Líbia nem o que aconteceu há algumas semanas na Tunísia e no Egito, e ninguém pode prever o que vai acontecer", completou.
Segundo ele, a evolução dos acontecimentos no Norte da África é "muito incerta, porque esses povos poderão aproximar-se da democracia, mas também poderíamos ter de enfrentar perigosos centros de integrismo islâmico". "Existe o perigo de uma emergência humanitária, com dezenas de milhares de pessoas a serem socorridas", repetiu o chefe de governo.
A Itália teme a chegada de até 300.000 imigrantes clandestinos em suas fronteiras no caso de queda do regime de Kadafi.
Com informações do portal R7.