A nova unidade pretende reforçar o exército ucraniano composto de 130 mil soldados. O exército russo tem 845 mil militares. O secretário do Conselho de Segurança Nacional e de Defesa, Andrii Parubii, indicou que a nova força é uma resposta "aos desafios que a Ucrânia enfrenta", em referência à presença das forças russas na Crimeia.
Quase 40 mil voluntários ucranianos já compareceram aos centros de recrutamento do exército da ex-república soviética. Os ucranianos também estão preocupados com um deslocamento do exército russo no leste do país, uma região com muitos ucranianos de origem russa.
Mobilização russa
Na região de Rostov, na fronteira com a Ucrânia, a Rússia realizou manobras militares com 4 mil unidades de paraquedistas, 36 aviões e 500 veículos militares, segundo a agência Itar-Tass. Além disso,
seis aviões de combate e três aviões de transporte militar foram mobilizados em Belarus como resposta à intensificação de missões de reconhecimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Polônia e na Romênia.
Os países ocidentais insistem em tentar modificar a posição do presidente russo, Vladimir Putin, que se nega a retirar os milhares de homens mobilizados na península ucraniana da Crimeia desde fevereiro. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, advertiu o Kremlin sobre as consequências extremamente negativas do apoio que dado aos planos de adesão à Federação Russa da região ucraniana da Crimeia.
Moscou cedeu a Crimeia para a Ucrânia em 1954, quando as duas repúblicas integravam a União Soviética. Kiev se declarou independente em 1991, mas a Rússia mantém no porto de Sebastopol a base de sua frota no Mar Negro.