Os legisladores da Câmara aprovaram o plano por 218 votos contra 210. Os senadores democratas, porém, já avisaram que usaram sua maioria na Casa para descartar o plano do presidente da Câmara, John Boehner, na tentativa de emplacar outra proposta.
Obama alertou nesta sexta que o tempo está se esgotando para que os Estados Unidos alcancem um acordo para aumentar o teto da dívida pública. O líder da maioria democrata no Senado americano, Harry Reid, afirmou mais cedo que tomará as medidas necessárias para obter uma votação sobre um texto de compromisso com o objetivo de elevar o teto da dívida e evitar um "default" (calote nas dívidas) por parte dos Estados Unidos. "Esta é provavelmente nossa última oportunidade de salvar este país", enfatizou ele.
A proposta de Boehner prevê uma elevação de US$ 900 bilhões no limite de endividamento dos EUA, mas em contrapartida adota cortes para chegar a um déficit orçamentário de US$ 917 bilhões ao longo dos próximos 10 anos. O aumento no teto da dívida seria suficiente para satisfazer as necessidades de financiamento do governo até fevereiro ou março do ano que vem. A partir deste período, porém, tanto a Câmara quanto o Senado precisarão chegar a um acordo sobre o orçamento para que o limite de endividamento fosse elevado novamente.
Em meio à tendência de crise econômica global, a disputa política enfraquece todas as soluções apresentadas de parte a parte. O Partido Republicano tenta evitar um colapso econômico sem aumentar a aprovação de Obama, pensando nas próximas eleições. Enquanto isso, os democratas não aceitam ceder espaço para firmar um acordo definitivo.