Na terça, o Senado votará o mesmo texto e, conforme o presidente Barack Obama, a aprovação já foi negociada. O dia 2 de agosto é o último dia do prazo dado pelo Departamento do Tesouro americano para que o teto de endividamento dos EUA seja elevado.
Sob os termos, o limite seria ampliado em pelo menos US$ 2,1 trilhões – o suficiente para suprir a necessidade de financiamento do governo até 2012. "Apesar de nossas diferenças, acredito que tratamos com gente razoável, responsável e que quer colocar fim a esta crise", disse o líder republicano na Câmara, John Boehner, durante a semana, sobre as conversas entre as duas casas.
O vice-presidente Joe Biden se reuniu por duas horas e meia com os democratas da Câmara, descontentes com os vultosos cortes em gastos públicos sem a contrapartida de aumento de impostos. Os mercados globais inicialmente demonstraram sinais de alívio com a perspectiva de os EUA evitarem o calote, mas o risco de o país perder sua nota de crédito AAA, mesmo em caso de aprovação do acordo, contribuiu para conter a breve disparada nas Bolsas.
Pela proposta, costurada no domingo, o governo poderia se endividar mais até 2013, mas deveria cortar gastos ao longo de 10 anos. Além disso, seria criada uma comissão parlamentar que recomendaria, até o final de novembro, um pacote mais específico de redução do déficit.