O cão representava "um possível risco de transmissão da doença para o homem", argumentou o governo regional pouco após a saída dos agentes da casa da enfermeira. "O animal foi sedado antes para evitar sofrimento", acrescentou.
O serviço de Saúde do governo madrilenho se justificou explicando que os cães podem ser portadores do vírus, sem apresentar os sintomas da doença. "Consequentemente, não existe garantia de que os animais infectados não eliminam o vírus através de seus fluidos orgânicos, com risco potencial de contágio", acrescentou.
Ativistas de defesa dos animais tinham tentado evitar a captura do cachorro, protagonista de uma campanha de apoio nas redes sociais desde a terça-feira.
Um furgão veterinário levou o cão por volta das 18h30min locais (13h30min de Brasília), após horas de espera e de um protesto destes ativistas, que exibiam cartazes com frases como "Excalibur, the world is with you" [Excalibur (o nome do cão), o mundo está com você].
Segundo um fotógrafo, duas pessoas ficaram feridas, entre elas um militante de 30 anos que foi socorrido com traumatismo craniano, informou o serviço regional de emergência. A polícia informou não ter registrado feridos.
A febre hemorrágica provocada pelo vírus ebola matou 3.865 pessoas de 8.033 casos detectados em cinco países do oeste da África - Serra Leoa, Guiné, Libéria, Nigéria e Senegal, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado até 5 de outubro e publicado nesta quarta-feira, em Genebra (Suíça), onde fica a sede da entidade.