O conselho administrativo da Renault ratificou nesta quinta-feira Carlos Ghosn, preso no Japão por ocultar parte de sua renda, como presidente da multinacional.
Ghosn permanece como presidente e diretor-geral, como havia sido anunciado em 20 de novembro, explicou o principal fabricante de automóveis francês, que “não está em posição de decidir” sobre as acusações contra ele.
O conselho de administração declarou que o fabricante francês chegou à “conclusão preliminar, à conformidade dos elementos de remuneração do presidente-gerente geral da Renault e das condições de sua aprovação de acordo com as disposições legais”, referindo-se a às apurações iniciadas após a prisão de Ghosn no Japão. Os administradores da Renault designaram provisoriamente a Thierry Bolloré como diretor-geral do grupo.
No Japão, Ghosn foi demitido como presidente dos conselhos de administração da Nissan e da Mitsubishi após o escândalo. Detido em 19 de novembro em Tóquio, o presidente da Renault e da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi está preso desde então. Ele foi indiciado na segunda-feira por esconder dinheiro por cinco anos, e sua detenção provisória foi prolongada com base em novas alegações.
A prisão provisória se estende agora até 20 de dezembro, data que poderá ser prorrogada por mais 10 dias.
Cúpula da Renault mantém Ghosn na Presidência
Executivo está preso no Japão desde 19 de novembro