A polícia afirmou que permanecerá o tempo que for necessário e explicou que a ordem é garantir a segurança do perímetro do local e preservar a integridade das pessoas. Neste domingo, os representantes dos ocupantes estão controlando a entrada e a saída do parque como o primeiro passo para a realização de um censo que começará nas próximas horas e permitirá estabelecer a identidade e a necessidade dos desabrigados.
Desde terça-feira, quando começou a ocupação, o parque parece um campo de refugiados, com centenas de pessoas, muitas delas mulheres, crianças e bebês, abrigados sob pequenas barras ou toldos. A Justiça ordenou a instalação de banheiros químicos e a disponibilização de água potável no local.
A operação de pacificação começou depois de uma reunião convocada pela presidente Cristina Kirchner, iniciada sexta-feira e que prosseguiu no sábado, e na qual participaram representantes dos governos nacionais e municipais, líderes dos sem-teto e dirigentes de organizações sociais. Entre terça e sexta-feira, morreram dois bolivianos e um paraguaio e diversas pessoas ficaram feridas, algumas por tiros.