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Caminhoneiros brasileiros têm dificuldade para entregar cargas no Chile

Percorrer trecho de 600 quilômetros entre Santiago até Concepción leva até dois dias

As novas réplicas do terremoto que atingiu a região de Concepción, no Chile, no dia 27, seguem causando transtornos no trânsito do país. Caminhoneiros brasileiros tem enfrentado dificuldades para entregarem cargas mais ao Sul do Chile, próximo ao epicentro dos tremores. De Los Andes, em uma das aduanas próximas à fronteira com a Argentina, motoristas afirmam que viagens de Santiago até Concepción, que levam em média oito horas, têm durado até dois dias em um trecho de 600 quilômetros.

Na estrada chamada Ruta 5, há pontes danificadas ou que desabaram, além de rachaduras na pista que impossibilita o fluxo normal de veículos. O caminhoneiro brasileiro Bruno Machado, que faz transporte de produtos da Unilever de São Paulo até o Chile, relatou que há problemas também de filas de caminhões nas rodovias e nas aduanas. "Sem contar a série de desvios que foram providenciados para que os motoristas cheguem aos seus destinos", contou.

Abalos têm sido mais frequentes na Argentina

Em Mendoza, na Argentina, moradores ainda sentem tremores constantemente. Dono de uma loja de conveniência na localidade de Uspallata, Pablo Montaña relatou que os abalos até são rotineiros na região, ocorrendo anualmente. O que ele tem estranhado é a frequência dos tremores que se tem registrado nos últimos dias, que lhe tem tirado o sono. Seguidamente, ele vê as prateleiras do estabelecimento comercial balançarem com as réplicas. "Por mim, até não tenho medo. Mas enquanto trabalho, sempre penso na minha esposa e na minha filha de 1 ano e 4 meses", declarou.