Segundo os meios de comunicação estatais, Maduro fará seu primeiro ato oficial em Sabaneta - cidade natal de Chávez em Barinas. Ele deve concentrar-se inicialmente na casa em que o presidente nasceu. A estratégia segue a tendência adotada pelo candidato socialista e procura manter a imagem do presidente, que morreu em 5 de março, vítima de câncer.
Henrique Capriles, que representa a coalizão oposicionista representada pela Mesa da Unidade Democrática (MUD), tem agenda na cidade de Maturín, capital do estado de Monagas, no Nordeste venezuelano. Inicialmente, Capriles havia dito que também começaria a campanha em Barinas. Mas, mediante críticas de Maduro, o candidato resolveu mudar a agenda e anunciou que visitará Barinas nesta quarta-feira.
Embora o periodo determinado para a campanha comece agora, os candidatos empreendem jornadas de entrevistas, caminhadas e encontros em busca de votos. No último sábado, Maduro esteve em Barinas para um evento nas unidades de Batalha de Campanha do estado, que serão encarregadas de organizar a estratégia eleitoral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Na noite dessa segunda-feira, o oposicionista Henrique Capriles liderou uma marcha na zona leste de Caracas em prol da segurança. A caminhada começou às 19h30min (21h em Brasília).
A violência é um dos temas que mais preocupa a população venezuelana. De acordo com o governo, no ano passado foram registrados 16 mil homicídios. Atualmente, a Venezuela é o quinto país mais violento do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Outros temas importantes na campanha são a economia, afetada pela desvalorização do bolivar ante o dólar, o controle do mercado especulativo (dólar paralelo) e o fortalecimento da indústria nacional. Algumas regiões no país sofrem com problemas de abastecimento de alimentos e outros produtos, segundo informações da imprensa local.
O socialista Maduro promete seguir as recomendações e continuar integralmente o projeto iniciado por Hugo Chávez em seus 14 anos de governo. O oposicionista, por sua vez, promete manter os programas sociais e "modernizar o país".