Canal de TV publica vídeo de Macron, Piñera e Merkel criticando Bolsonaro
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Canal de TV publica vídeo de Macron, Piñera e Merkel criticando Bolsonaro

Conversa foi gravada durante bastidores da Cúpula do G7, no mês passado

Por
AE

Na conversa, Macron contra com endosso dos demais líderes contra colega brasileiro

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Um programa do canal de televisão francês CNews sobre os bastidores do encontro do G7, no mês passado em Biarritz, na França, captou uma conversa entre os presidentes do Chile, Sebastián Piñera, da França, Emmanuel Macron e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na qual o chefe de Estado francês critica duramente o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e conta com o endosso dos outros dois líderes presentes.

Na ocasião, Macron conversava com Piñera sobre a chancela do presidente Bolsonaro a uma ofensa contra sua esposa, Brigitte Macron. Quem iniciou o assunto foi Piñera, que classificou como "incrível" o pronunciamento de Macron na coletiva de imprensa na qual o presidente francês afirmou que era triste, sobretudo para as mulheres brasileiras, que um presidente se comportasse daquela maneira. "Claro, eu tinha que reagir, você entende?", responde Macron a Piñera, que afirmou concordar com ele.

"Eu queria ser pacífico, queria ser correto, construtivo com o 'cara' e respeitar sua soberania", continuou Macron. "Mas eu não poderia aceitar isso", explicou. Nesse momento, a chanceler alemã se aproxima da roda e exclama "não!", condenando os comentários de Bolsonaro.

A conversa, no entanto, não terminou ali. Macron desabafou sobre o imbróglio envolvendo seu ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, quando ele esteve no Brasil e teve seu encontro cancelado com Bolsonaro porque o presidente brasileiro precisava cortar o cabelo. "Você sabe que, quando meu ministro de Relações Exteriores foi lá?", indagou o presidente francês a Piñera, complementando: "Ele deveria recebê-lo e cancelou no último minuto para ir cortar seu cabelo. E filmou a si mesmo. Desculpe. Mas isso não é a atitude de um presidente", afirmou o líder francês.