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Candidata a governar o Japão promete Executivo com paridade de gênero “comparável aos países nórdicos”

Sanae Takaichi será a primeira mulher a se tornar primeira-ministra na história do país

Takaichi é uma política de linha ultraconservadora
Takaichi é uma política de linha ultraconservadora Foto : Franck Robichon / POOL / AFP

A única mulher na disputa para liderar o partido governista no Japão, Sanae Takaichi, prometeu nesta segunda-feira (22) impulsionar a paridade de gênero no Executivo, buscando alcançar níveis "comparáveis aos dos países nórdicos". Se eleita, Takaichi, de 64 anos, será a primeira mulher a se tornar primeira-ministra na história do país. O novo líder do Partido Liberal Democrata (PLD, conservador) será definido em 4 de outubro.

Takaichi, uma política de linha ultraconservadora, apresentou sua candidatura formalmente ao lado de outros quatro aspirantes ao cargo. Ela prometeu nomeações "muito surpreendentes" para seu gabinete, caso vença. A promessa de paridade de gênero contrasta com a realidade atual do Japão, que ocupa o 118º lugar entre 146 países em um relatório do Fórum Econômico Mundial sobre igualdade de gênero. Atualmente, o ministério japonês conta com apenas duas mulheres entre 20 integrantes.

Posição sobre imigração e favoritismo na eleição

A candidata também se manifestou sobre a questão da imigração, afirmando que o crescente número de estrangeiros no país está deixando os japoneses "com os nervos à flor da pele". Embora reconheça a necessidade de trabalhadores estrangeiros devido ao envelhecimento da população, ela disse que a imigração "precipitada criaria um clima hostil na sociedade japonesa". Takaichi prometeu "revisar a política para que possamos viver em paz com os estrangeiros".

Considerada uma das favoritas na disputa, Takaichi enfrenta a concorrência de Shinjiro Koizumi, atual ministro da Agricultura, de 44 anos, e outros três candidatos: Yoshimasa Hayashi, Takayuki Kobayashi e Toshimitsu Motegi.

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