Um dos candidatos favoritos para substituir David Cameron como chefe de Governo, o ministro da Justiça Michael Gove, defensor do Brexit, afirmou nesta sexta-feira que o processo de ruptura com a UE não começará este ano. "Nós vamos controlar a agenda, não faremos até que estejamos preparados", afirmou Gove em sua primeira entrevista coletiva como candidato a líder do Partido Conservador e do governo, ao responder a uma pergunta sobre quando ativaria o artigo 50.
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O recurso a este artigo do Tratado Europeu de Lisboa é o que marca o início das negociações para romper com Bruxelas. Os sócios europeus pediram a Londres que inicie o processo de divórcio o mais rápido possível, para evitar que a incerteza prejudique a economia europeia. "Só ativarei depois de amplas discussões preliminares (...) não espero que o Artigo 50 seja ativado este ano", disse.
Gove foi o número 2 de Boris Johnson na campanha vitoriosa pela saída da UE, mas abandonou o ex-prefeito de Londres no último minuto e apresentou sua própria candidatura, que rendeu acusações de traição. Ele é o segundo mais bem posicionado para conquistar a vitória nas primárias, atrás apenas da ministra do Interior, Theresa May.
"Seja o que for carisma, eu não tenho. Seja o que for glamour, não acredito que ninguém o veja em mim", afirmou Gove, que também foi ministro da Educação. "Mas a cada passo de minha vida política me faço uma pergunta: O que é correto? O que o coração pede?", completou, para justificar a traição a Johnson. Assim como Theresa May, Gove disse que, se vencer a disputa conservadora, não antecipará as próximas eleições legislativas, programadas para 2020.
Candidato a premiê britânico diz não ter pressa para romper com a UE
Defensor do Brexit, Michael Gove é o segundo posicionado para conquistar a vitória nas primárias