"Todos os que estão aqui, estão dispostos a abrir um diálogo para que a crise seja resolvida nas próximas horas", afirmou o opositor. "Eu ainda não ouvi a estas horas do senhor Maduro uma solução para o problema que o país vive, uma proposta para sair desta crise", acrescentou, durante entrevista coletiva para a imprensa venezuelana e estrangeira.
Após as eleições de domingo, que deram a Maduro uma vantagem de 1,7% sobre Capriles, o líder da oposição pediu a recontagem total dos votos, algo que Maduro a princípio aceitou. No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) o proclamou na segunda-feira como presidente eleito o candidato chavista sem fazer a recontagem, o que provocou mobilizações populares por parte da oposição. Nesta terça, Maduro também anunciou a proibição de uma passeata que deveria ser liderada por Capriles na quarta-feira rumo ao CNE.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, disse que o governo está avaliando o desenrolar dos acontecimentos para preparar queixa à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU) em razão da violência praticada pela oposição contra políticos da situação. O governo venezuelano acusa Capriles de incitar os eventos. Segundo o chanceler, a queixa que o governo da Venezuela pretende apresentar aos organismos internacionais se baseia na observação de que os oposicionistas atuam com intolerância política e social e cometem atos de xenofobia contra os médicos cubanos residentes no país.