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Capriles suspende convocação a protestos para evitar violência na Venezuela

Após sete mortes, opositor exige que Maduro apresente "proposta para sair da crise"

Opositor exige que Maduro apresente solução para instabilidade com denúncia de supostas fraudes na eleição
Opositor exige que Maduro apresente solução para instabilidade com denúncia de supostas fraudes na eleição Foto : Ronaldo Schemidt/AFP/CP
O líder da oposição na Venezuela, Henrique Capriles, suspendeu nesta terça-feira a convocação a mobilizações populares contra o resultado das eleições presidenciais, que deram como vencedor o governista Nicolás Maduro. Ele convidou o governo a dialogar para resolver a crise política sem violência. "Amanhã não vamos nos mobilizar e eu peço a todos os meus seguidores que se recolham; quem sair está do lado da violência, quem sair está fazendo o jogo do governo que quer que haja mortos aqui no país", destacou Capriles, referindo-se aos violentos protestos que conforme a imprensa oficial deixaram sete mortos na segunda-feira.

"Todos os que estão aqui, estão dispostos a abrir um diálogo para que a crise seja resolvida nas próximas horas", afirmou o opositor. "Eu ainda não ouvi a estas horas do senhor Maduro uma solução para o problema que o país vive, uma proposta para sair desta crise", acrescentou, durante entrevista coletiva para a imprensa venezuelana e estrangeira.

Após as eleições de domingo, que deram a Maduro uma vantagem de 1,7% sobre Capriles, o líder da oposição pediu a recontagem total dos votos, algo que Maduro a princípio aceitou. No entanto, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) o proclamou na segunda-feira como presidente eleito o candidato chavista sem fazer a recontagem, o que provocou mobilizações populares por parte da oposição. Nesta terça, Maduro também anunciou a proibição de uma passeata que deveria ser liderada por Capriles na quarta-feira rumo ao CNE.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, disse que o governo está avaliando o desenrolar dos acontecimentos para preparar queixa à Organização dos Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU) em razão da violência praticada pela oposição contra políticos da situação. O governo venezuelano acusa  Capriles de incitar os eventos. Segundo o chanceler, a queixa que o governo da Venezuela pretende apresentar aos organismos internacionais se baseia na observação de que os oposicionistas atuam com intolerância política e social e cometem atos de xenofobia contra os médicos cubanos residentes no país.


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