Mais de 150 cardeais se reúnem desde segunda-feira, no Vaticano, a portas fechadas para preparar o conclave e definir o perfil do Papa que ocupará o lugar de Bento XVI, que renunciou há uma semana ao cargo.
Do latim “com chave”, o conclave é fechado. Dele, participarão apenas 115 cardeais, que têm menos de 80 anos. Eles ficarão enclausurados até a eleição do sucessor de Bento XVI. Há toda uma supervisão e um esquema de segurança para que isso ocorra.
Antes do conclave, os cardeais participam de missa na Basílica de São Pedro, depois seguem para a Capela Sistina. Nos momentos que antecedem as votações, os religiosos fazem juramento de sigilo e, em seguida, participam de um ritual de meditação.
O voto no conclave é manual e individual. Os cardeais escrevem à mão, em um papel retangular, o nome do escolhido, e são orientados a disfarçar a letra. O papel é dobrado duas vezes e depositado em urna que fica no altar. A eleição só ocorre se houver dois terços de votos favoráveis a um nome. Do contrário, novas votações são feitas até a obtenção da maioria.
Ao fim de cada votação, as cédulas são queimadas em um forno, que é colocado na capela, e a indicação é a fumaça. A fumaça escura é sinal de que não foi escolhido o Papa. Se a fumaça for branca, significa que já há um pontífice.
Uma vez escolhido, o eleito diz se aceita e o nome que deseja usar. Ele é reverenciado por cada um dos cardeais. O anúncio oficial é feito pelo chamado cardeal emérito – o mais antigo entre os presentes. O cardeal anuncia: “Habemus papam”, que em latim significa “temos Papa”. O novo pontífice aparece na varanda da Basílica de São Pedro.