Mundo

Casa Branca descarta ação militar a curto prazo na Venezuela

Possível ação militar foi evocada há duas semanas por Trump

Possível ação militar foi evocada há duas semanas por Trump
Possível ação militar foi evocada há duas semanas por Trump Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP
A Casa Branca descartou uma eventual operação militar contra a Venezuela no futuro próximo no mesmo dia em que decretou sanções financeiras que proíbem negociar bônus soberanos e da estatal PDVSA.

"Avaliamos uma ampla gama de opções. Qualquer decisão será tomada em acordo com nossos parceiros na região. Nenhuma ação militar está proposta no futuro próximo", declarou o general HR McMaster, assessor de segurança nacional do presidente Donald Trump. A possibilidade de uma ação militar sobre a Venezuela foi evocada há duas semanas por Trump.

Sanções


As novas sanções americanas contra a Venezuela são a "pior das agressões" contra seu povo, denunciou nesta sexta-feira ante a ONU o chefe da diplomacia venezuelana, Jorge Arreaza, que questionou se o objetivo dos Estados Unidos era o de criar uma "crise humanitária" em seu país.

"Esta é a pior das agressões e não a compreendemos", afirmou o chanceler à imprensa depois da reunião com o
secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. "A Venezuela é uma democracia e vamos nos defender", enfatizou.

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira "novas e fortes" sanções financeiras contra a "ditadura" na Venezuela, entre elas, a proibição de negociar bônus soberanos e da companhia petroleira estatal PDVSA. Um decreto assinado pelo presidente Donald Trump, o primeiro que afeta o país e não apenas indivíduos venezuelanos, "proíbe negociar nova dívida emitida pelo governo da Venezuela e sua empresa petroleira estatal", indicou a Casa Branca. "Também proíbe a negociação de certos bônus existentes, propriedade do setor público venezuelano, assim como o pagamento de dividendos ao governo da Venezuela", completou o comunicado.

A Casa Branca disse que "para mitigar o dano ao povo americano e ao venezuelano", o Departamento de Tesouro vai emitir licenças com um período de liquidação de 30 dias para permitir as transações que, senão, seriam proibidas por esse decreto, entre elas, as vinculadas à exportação e à importação de petróleo.

"Essas medidas estão cuidadosamente calibradas para negar à ditadura de (Nicolás) Maduro uma fonte crítica de financiamento para manter seu mandato ilegítimo, proteger o sistema financeiro dos Estados Unidos de cumplicidade na corrupção na Venezuela e no empobrecimento do povo venezuelano e permitir a assistência humanitária", apontou o texto.

O governo de Trump impôs, recentemente, sanções financeiras e jurídicas contra Maduro e 20 funcionários e colaboradores, acusando-os de ferir a democracia, corrupção ou violação dos direitos humanos.  Cada vez mais isolado internacionalmente em meio a uma severa crise política e econômica, Maduro instalou em 4 de agosto uma Assembleia Constituinte com plenos poderes, rechaçada pela oposição e por vários países, entre eles, Estados Unidos.