Earnest destacou que o presidente Barack Obama não tomou uma decisão sobre eventuais ataques na Síria.
Mais cedo, no entanto, uma fonte síria afirmou que aviões dos Estados Unidos começaram a sobrevoar a Síria e a fornecer informações a Damasco sobre as posições do jihadistas do Estado Islâmico por meio do Iraque e da Rússia. "A cooperação já começou e os Estados Unidos fornecem informações a Damasco por meio de Bagdá e Moscou", declarou a fonte síria, que pediu anonimato.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha, afirmou que "aviões de reconhecimento que não são sírios sobrevoaram na segunda-feira Deir Ezor e registraram dados sobre posições do grupo terrorista, que foram transmitidas aos governo sírio através de Bagdá e Moscou".
Para completar, uma fonte regional disse que "um país ocidental proporciona ao governo sírio listas de objetivos do Estado Islâmico em território sírio desde meados de agosto". O regime de Damasco, criticado pelo Ocidente pela repressão à oposição desde o início do conflito em março de 2011, anunciou na segunda-feira que está disposto a cooperar a nível internacional, inclusive com Washington, para lutar contra os jihadistas. Mas destacou que qualquer ataque em seu território precisa de sua cooperação, pois em caso contrário consideraria a atitude uma "agressão".
O governo dos Estados Unidos, que executou mais de 100 ataques aéreos contra as posições do Estado Islâmico na região Norte do Iraque desde 8 de agosto, cogitou na semana passada a possibilidade de levar os ataques à vizinha Síria, após a decapitação do jornalista americano James Foley por jihadistas.