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Casa Branca desmente que considere usar armas nucleares no Irã

Comentários de JD Vance suscitaram dúvidas sobre a utilização de armamento

Casa Branca desmente que considere usar armas nucleares no Irã
Casa Branca desmente que considere usar armas nucleares no Irã Foto : Saul Loeb / AFP / CP

A Casa Branca negou, nesta terça-feira (7), que considere usar armas nucleares contra o Irã, depois de declarações do vice-presidente americano, JD Vance, em Budapeste, que foram interpretadas neste sentido.

Vance disse, em um discurso em Budapeste, onde está em visita oficial, que as forças americanas têm armas que "até agora não decidiram usar" no Irã. “Temos ferramentas à nossa disposição que ainda não decidimos usar. O presidente dos Estados Unidos pode decidir usá-las. E ele decidirá usá-las se os iranianos não mudarem seu curso de conduta”, disse.

"Literalmente, nada do que o @VP disse 'dá a entender' isso, seus palhaços absolutos", reagiu a Casa Branca no X, após comentários publicados em uma conta vinculada à ex-candidata democrata à Presidência, Kamala Harris.

Prazo para um acordo de cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz irá se esgotar nesta terça-feira. Donald Trump afirmou hoje que “uma civilização inteira morrerá esta noite e nunca mais se levantará”. Esta foi a mais recente ameaça do presidente dos Estados Unidos.

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Trump ainda colocou que não gostaria de atacar os iranianos. “Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente irá acontecer. No entanto, agora que temos uma mudança total de regime, em que diferentes, mais espertas e menos radicalizadas mentes prevalecem, talvez algo maravilhosamente revolucionário ocorra”, escreveu.

O chefe de Estado americano ainda afirmou que trata-se de “um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. “Quem sabe? Nós saberemos esta noite. São 47 anos de extorsão, corrupção e morte que finalmente irão acabar. Que Deus abençoe o povo do Irã”, completou.

Ponto central do acordo

Vigiado desde o início da guerra, o Estreito de Ormuz está fechado para embarcações que têm relação com Estados Unidos e Israel, o que acaba afetando economias de diversos países, incluindo o Brasil.

Para Trump, o Estreito precisa ser aberto o quanto antes, mas os iranianos mantêm o monitoramento da passagem e atacam navios considerados inimigos.

Exigências foram enviadas ao Irã, que recusou todas elas. Para o governo iraniano, uma negociação só seria possível se houvesse uma compensação dos estragos provocados por americanos e israelenses e se o país não voltasse a ser atacado indefinidamente.

Um total de 221 embarcações de transporte de petróleo, gás ou outros produtos cruzaram o Estreito de Ormuz, a maioria procedente ou com destino ao Irã, de 1º de março a 3 de abril, segundo uma análise da AFP com dados da Kpler. Alguns navios cruzaram várias vezes esta via marítima bloqueada pelo Irã, de modo que o número total de travessias é de 240, de acordo com dados desta empresa que compila informações marítimas.

Em 122 casos, estavam vazios, e em 118, carregados. Desde o início da guerra no Oriente Médio, quase seis em cada dez travessias foram de navios procedentes do Irã ou com destino a este país, proporção que sobe para 64% quando transportam carga. Entre os demais países destacam-se: Emirados Árabes Unidos (20% do total de travessias), China (15%), Índia (14%), Arábia Saudita (8%), Omã (8%), Brasil (6%) e Iraque (5%).