O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnst, disse que o presidente Barack Obama entende e lamenta as preocupações que “supostas” atividades do serviço de inteligência norte-americano, relacionadas à espionagem de cidadãos brasileiros, incluindo a presidenta, têm gerado no Brasil. Segundo ele, Obama determinou uma ampla revisão de postura do serviço de inteligência norte-americano, mas o processo levará alguns meses para ser completado.
Por meio de nota oficial, Dilma comunicou o adiamento da visita aos Estados Unidos em outubro. De acordo com o texto, “o governo brasileiro confia em que, uma vez resolvida a questão de maneira adequada, a visita de Estado ocorra no mais breve prazo possível, impulsionando a construção de nossa parceria estratégica e patamares ainda mais altos”. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nessa segunda para Dilma Rousseff, para falar sobre a viagem.
Desde a divulgação de denúncias de que os Estados Unidos espionaram dados da presidente e depois da Petrobras, o governo passou a cogitar o adiamento da visita. Dilma se reuniu ontem com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, para discutir o retorno dado pelo governo norte-americano aos questionamentos do Brasil sobre as denúncias de espionagem.
Figueiredo esteve em Washington na semana passada para tratar do assunto com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice. Há dez dias, durante a Cúpula do G20, na Rússia, o presidente Barack Obama se comprometeu com a presidenta Dilma a responder aos questionamentos do governo brasileiro em uma semana, prazo já expirado.