A Casa Branca não excluiu nesta quarta-feira uma visita a Cuba do presidente americano, Barack Obama, que anunciou um histórico avanço nas relações com Havana. "Sem dúvida, não excluiria uma visita presidencial", declarou o secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, embora tenha acrescentado que "não há nada previsto por enquanto". Em discursos simultâneos, o presidente norte-americano Barack Obama e o líder cubano Raul Castro anunciaram a flexibilização das relações entre os dois países, o que inclui o fim das restrições sobre o comércio e as viagens à ilha.
“Vamos liberar as viagens. Os cubanos que estão nos EUA poderão se reunir com os familiares. É importante que as famílias cubanas que estão nos EUA tenham essa reunião. Vamos começar a normalizar nossa relações com Cuba. Vamos criar mais oportunidades para a América e o povo cubano”, disse Obama.
Obama ainda anunciou que irá encaminhar ao Congresso norte-americano um pedido para o fim do embargo econômico a Cuba, que já dura meio século. Obama também garantiu que tentará derrubar a medida que considera a ilha um país que apoia o terrorismo.
Raul Castro agradeceu ao Papa Francisco e ao governo do Canadá no processo de aproximação dos dois países. Ele disse reconhecer que existem profundas diferenças entre EUA e Cuba, mas reafirmou “vontade de dialogar sobre todos esses temas”. Raul ainda ressaltou que isso não irá refletir na ideologia do governo cubano. “Sempre seremos fieis aos nossos ideais”, reiterou.
Casa Branca “não descarta” visita de Obama a Cuba
Presidente dos EUA anunciou aproximação histórica