A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira que uma jornalista do canal de esportes ESPN deveria ser despedida por ter chamado o presidente americano, Donald Trump, de "supremacista branco" no Twitter.
"É um dos comentários mais escandalosos que se pode fazer e acho que para a ESPN certamente este é um motivo de demissão", comentou a porta-voz da presidência, Sarah Huckabee Sanders, interrogada sobre a mensagem de Jemele Hill, apresentadora do Sportscenter, o programa mais importante do canal.
Originária de Detroit, a jornalista negra escreveu na segunda-feira que Trump era "o presidente mais ignorante, ofensivo (já visto em toda a sua) vida" e acrescentou que ele é "um supremacista branco rodeado amplamente por outros supremacistas brancos".
Estas declarações acontecem em um momento em que o presidente é acusado de não ter sido firme o suficiente em condenar o encontro de membros da extrema direita em Charlottesville, em meados de agosto, que acabou com a morte de uma mulher de 32 anos, atropelada por um simpatizante neonazista.
Os conservadores americanos também criticam o canal de esportes por seus comentários demasiadamente políticos. Diante das críticas, a ESPN, que pertence à Disney, afirmou em um comunicado que os comentários de sua jornalista "não refletem a posição da ESPN", assegurando que Jemele Hill tinha "reconhecido que seu ato estava fora de lugar".
Casa Branca quer demissão de jornalista que chamou Trump de "supremacista branco"
Canal afirmou em um comunicado que os comentários "não refletem a posição da ESPN"