Mundo

Caso sexualmente transmissível de Zika vírus é registrado nos Estados Unidos

Paciente infectado teve relações com um indivíduo que voltou de um país onde o vírus está presente

Paciente infectado teve relações com um indivíduo que voltou de um país onde o vírus está presente
Paciente infectado teve relações com um indivíduo que voltou de um país onde o vírus está presente Foto : Guilherme Testa / CP Memória
O estado norte-americano do Texas relatou nesta terça-feira um caso de zika vírus que teria sido transmitido sexualmente, levantando novas preocupações sobre a propagação de um vírus transmitido por um mosquito e ligado a má-formações congênitas em recém-nascidos. As autoridades sanitárias do condado de Dallas, Texas "receberam a confirmação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do primeiro caso de Zika vírus sexualmente transmitido no condado de Dallas em 2016", disse um comunicado.

"O paciente foi infectado com o vírus após uma interação sexual com um indivíduo doente que voltou de um país onde o Zika vírus está presente", informou o texto. Um porta-voz dos serviços de saúde de Dallas afirmou que a pessoa doente, que não foi identificada, esteve em viagem na Venezuela. No entanto, o porta-voz dos CDC que confirmou a informação da infecção de Zika não contou a maneira como o indivíduo teria contraído o vírus. No mês passado, o CDC informou sobre um caso relatado de zika transmitido sexualmente e outro caso do vírus presente no sêmen de um homem - mesmo que já tivesse sumido da corrente sanguínea.

Na segunda-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou "emergência sanitária internacional" pelo vírus do Zika e anunciou a criação de uma unidade global para responder ao aumento de casos registrados. Também manifestou seu temor de que a epidemia se estenda pela África e a Ásia. A América do Sul é até o momento a região com maior número de casos relatados, particularmente o Brasil, com mais de 1,5 milhões de infectados desde abril, e a Colômbia, com 22.000
casos.

A OMS disse que há uma relação "fortemente suspeita" entre o zika e o aumento excepcional na América Latina de casos de microcefalia, uma má-formação congênita em crianças que nascem com cabeça e cérebro anormalmente pequenos. O vírus foi descoberto em uma floresta de Uganda chamada zika, em 1947 e até agora não existe vacina contra ele. Na maioria dos casos os sintomas são mais leves do que os da dengue, com febre, dores nas articulações e manchas no corpo.