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Caso suspeito de ebola na Itália era alarme falso

Exames de mulher de 42 anos confirmaram que ela tem malária

A nigeriana hospitalizada nessa terça-feira na Itália com sintomas similares aos do vírus ebola sofre de malária, anunciou o governo da região de Marcas (Centro do país). Os exames da mulher de 42 anos, que viajou recentemente à Nigéria, confirmaram que ela tem malária.

Nenhum caso de ebola foi detectado até o momento na Itália, onde os voos diretos com os países mais afetados pela epidemia foram cancelados. Além disso, o governo reforçou os controles nas fronteiras, portos e aeroportos.

A epidemia, a mais grave desde a identificação do vírus em 1976, provocou 2.296 mortes em 4.293 casos, segundo o balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 6 de setembro.

A União Africana promoveu uma reunião nessa segunda-feira para definir uma estratégia em escala continental para combater a epidemia de ebola, que atinge a África Ocidental e já matou mais de 2 mil pessoas. O encontro do Conselho Executivo da União Africana, realizado na sede da organização em Adis Abeba, examinou as medidas de suspensão de voos e fechamento de portos e fronteiras e a "estigmatização dos países afetados e dos seus cidadãos".

A organização pretende "responder à necessidade de se ter uma visão comum do vírus ebola e adotar uma abordagem coletiva em nível continental, que tenha em conta o impacto sociopolítico e econômico", segundo comunicado do bloco.

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