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Cerca de 800 brasileiros não mantiveram contato com familiares após terremoto no Chile

De acordo com o Itamaraty, ainda não foram definidas medidas para auxiliar o país

Terremoto matou pelo menos 711 pessoas
Terremoto matou pelo menos 711 pessoas Foto : Martin Bernetti/AFP
Foram cadastrados pelo Núcleo de Atendimento a Brasileiros no Exterior cerca de 800 nomes de brasileiros, dos quais não se teve notícias após o terremoto no Chile, na madrugada de sábado. Segundo o Itamaraty, desde que ocorreu o tremor de terra no país, familiares e amigos de pessoas que estão no local entraram em contato com o ministério relatando que não receberam informações sobre elas. Ainda de acordo com o órgão, esse número não pode ser considerado como total, pois pode ter ocorrido falha na comunicação.

Esses nomes foram inventariados e, segundo a pasta, ainda estão sendo definidas as medidas que serão tomadas. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República reúne representantes de órgãos como Defesa Civil, para avaliar as formas de ajuda ao país pelo Brasil, segundo o Itamaraty. O Ministério Relações Exteriores informa ainda que, até o momento, não há informações sobre mortes de brasileiros no Chile.

De acordo com informações do ministério, a comunidade brasileira no Chile reúne cerca de 12 mil pessoas. Os tremores de terra em território chileno costumam ser frequentes, mas ocorrências com a magnitude do último, que atingiu 8,8 graus na escala Richter, são raras. O terremoto matou pelo menos 711 pessoas, além de deixar várias desaparecidas e desabrigadas.

Situação

A massoterapeuta gaúcha Sandra Verônica Torres Dickes, 34 anos, natural de Butiá, mora na capital Santiago desde 2007 e relatou que a situação é caótica no país. Em entrevista ao site do Correio do Povo, ela aponta a distribuição de energia como umas das principais dificuldades enfrentadas pela população.

"O problema principal no momento é a distribuição de energia. Estão exigindo da empresa responsável que se distribua menos e mais rápido possível para restabelecer o sistema", disse.

Sandra também relata a ocorrência de muitos saques no centro da cidade. "A polícia e as Forças Armadas usam carros com jatos de água para dispersar a população", disse. Segundo ela, também ocorreram fugas de presídios, o que compromete ainda mais a segurança na cidade.