Mundo

Cercado em hospital, presidente do Equador descarta diálogo com policiais rebelados

Rafael Correa revela que todas as saídas foram bloqueadas e se diz sequestrado

Agentes dispersam apoiadores de Correa da frente do hospital. Cercado em hospital, presidente do Equador descarta diálogo com policiais rebelados
Agentes dispersam apoiadores de Correa da frente do hospital. Cercado em hospital, presidente do Equador descarta diálogo com policiais rebelados Foto : Pablo Cozzaglio/AFP
O presidente do Equador, Rafael Correa, descartou nesta quinta-feira dialogar com os policiais rebelados que o mantém cercado em um hospital de Quito para protestar contra cortes salariais. Em entrevista por telefone à TV Nacional, Correa afirmou que "só morto" negociará com os policiais enquanto for mantida a rebelião.

"Com isto em andamento, esqueçam qualquer acordo ou diálogo", disse o presidente no Hospital da Polícia, para onde foi levado após ser agredido durante os protestos. "Enquanto continuarem com estas medidas não há como dialogar, nada a acertar, não me tragam nada para assinar".

Na mesma entrevista, Correa acusou os policiais rebelados de impedirem sua saída do hospital: "Não me deixaram sair. Cercaram todas as saídas. Nas primeiras horas, eu não podia sair porque tinha soro e porque estavam tratando a minha perna. Mas há algumas horas eu estava pronto para sair e não pude porque não desbloquearam as saídas". Ele operou recentemente o joelho e caminha com a ajuda de um andador. "Obviamente, isso é sequestro, sequestraram o presidente", completou.

Correa foi agredido nesta quinta-feira pela manhã quando foi a um quartel falar com policiais que protestavam contra o corte de benefícios, previsto por uma lei destinada ao serviço público.