As forças de segurança francesas conseguiram encerrar a situação com reféns, dentro do teatro Bataclan, em Paris. Vários grupos da polícia entraram na casa de shows, no início da madrugada de sábado (horário local) na tentativa de liberar as pessoas que ficaram sob a mira de terroristas. Dezenas foram retiradas do local, muitas delas feridas. Os bombeiros de Paris confirmaram ao menos 43 vítimas fatais na sequência de ataques coordenados contra o restaurante Petit Cambodge, um bar próximo do Stade de France e o Bataclan. A agência de notícias France Presse relatou que fontes policiais indicaram cerca de 100 fatalidades, apenas na casa de shows.
O presidente, François Hollande, declarou situação de emergência em cadeia nacional e fechou as fronteiras. Essa foi a primeira vez que Paris esteve sob toque de recolher desde a Segunda Guerra Mundial. Hollande estava no Stade de France, onde ocorria o amistoso França x Alemanha, no começo dos ataques. Ele foi retirado sob um forte esquema de segurança e comandou uma reunião no Ministério do Interior, antes de seguir ao Palácio do Eliseu, sede do governo francês.
Foram ao menos seis registros de tiroteios e três explosões, conforme a CNN. O prefeito interino, Patrick Klugman, que o número oficial de mortos deve aumentar até o período da manhã deste sábado. "Foi um horror. É como se todas as atividades possíveis de se fazer numa noite de sexta, em Paris, tivessem sido alvo do terror", lamentou, com a voz embargada.
Os atiradores da casa de shows Le Bataclan atiraram contra a multidão gritando "Allahu Akbar" ("Deus é grande"), contou uma testemunha. "Os homens chegaram e começaram a atirar no local da entrada", disse. "Eu ouvia eles carregando, o show parou, todo mundo deitou no chão, eles continuavam atirando nas pessoas...Minha nossa, foi um inferno", continuou o rapaz, aos prantos. "Eu peguei minha mãe, nós estávamos deitados no chão, alguém disse 'eles foram embora', nós saímos por uma saída de segurança, ainda dava para ouvir os tiros, tivemos que pular os corpos, foi um pesadelo".
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