O ato marca o fim de um episódio histórico em que os Estados Unidos acreditaram que com a eliminação do ditador Saddam Hussein ganhariam automaticamente os corações e mentes dos iraquianos. Mas o roteiro fracassou rapidamente em consequência dos erros americanos - em particular a dissolução do Exército e dos serviços secretos ou a exclusão total dos ex-membros do Baath, antigo partido no poder.
Assim, deixaram o caminho livre para uma insurreição muito violenta e não conseguiram impedir a sangrenta guerra entre xiitas e sunitas.
Na quarta-feira, o presidente americano Barack Obama elogiou um "triunfo extraordinário, que demorou nove anos", e destacou "o trabalho duro e o sacrifício" que foram necessários. Pouco mais de quatro mil militares americanos permanecem no Iraque e devem abandonar o país até o fim do ano.