Maduro permanecerá em Havana nas próximas horas para acompanhar de perto a evolução de Chávez. "Estas complicações estão sendo atendidas em um processo não isento de riscos", completou o vice-presidente, em tom solene, em um discurso transmitido em rede obrigatória de rádio e televisão.
Maduro explicou que o estado de saúde de Chávez "continua sendo delicado", mas elogiou a "fortaleza física e espiritual do comandante" para "enfrentar esta difícil situação". O vice-presidente fez o anúncio ao país poucos minutos depois de ter conversado com Chávez.
O presidente foi operado em 11 de dezembro pela quarta vez de um câncer detectado em meados de 2011 e, desde então, o governo tem informado a conta-gotas sobre a evolução de seu estado de saúde. Maduro foi designado por Chávez seu herdeiro político antes da viagem em 10 de dezembro para Havana.
Segundo o presidente, no poder desde 1999, Maduro deve assumir a presidência temporária se ele ficar "inabilitado" para governar e ser o candidato do governo nas eleições que podem ser convocadas no prazo de 30 dias.
Chávez, 58 anos, foi reeleito em 7 de outubro e a posse está marcada para 10 de janeiro na Assembleia Nacional. O governo afirma que a data pode ser adiada se o presidente não estiver em condições de tomar posse para um novo mandato de seis anos.
Pouco depois do anúncio de Maduro, o ministro da Informação, Ernesto Villegas, negou os boatos sobre a suposta morte de Chávez que circulam nas redes sociais.