"Já os Estados Unidos dizem que estão prontos para invadir a Líbia, e quase todos os países da Europa condenam a Líbia. O que querem? O petróleo da Líbia", acrescentou o chefe de Estado.
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O presidente venezuelano advertiu que uma intervenção dos Estados Unidos na Líbia seria uma "catástrofe" e qualificou o discurso de Clinton de "muito irresponsável". "Eles (EUA) dizem que estão prontos para apoiar as forças da oposição e que não descartam qualquer opção. Faço um apelo para que atuem politicamente e que não se deixem levar pelos tambores da guerra."
Chávez pediu o envio de uma "comissão de boa vontade" à Líbia, composta por vários Estados, para cessar a matança naquele "país irmão".
O presidente venezuelano afirmou ainda que a situação de Khadafi lembra o que ele viveu em 11 de abril de 2002, quando um breve golpe de Estado o afastou do poder durante dois dias. Chávez foi acusado por opositores de ser um assassino que havia ordenado a morte de cidadãos indefesos durante os confrontos registrados na ocasião.
"Por isso nós preferimos ter prudência e ninguém vai nos chantagear. Nossa linha política é não apoiar nenhum massacre", completou, antes de afirmar que a Líbia é vítima de uma "campanha de mentira como a que aconteceu com a Venezuela em 2002."