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Chávez rebate acusações do Paraguai e ordena retirada de militares em Assunção

Governo paraguaio diz que chanceler venezuelano teria tentado interferir no impeachment de Fernando Lugo

Presidente da Venezuela Hugo Chávez em cerimônia comemorativa ao Dia da Independência do país
Presidente da Venezuela Hugo Chávez em cerimônia comemorativa ao Dia da Independência do país Foto : Leo Ramirez / AFP / CP
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rejeitou nesta quinta-feira as acusações do governo do Paraguai contra o chanceler Nicolás Maduro sobre o fato de que ele teria tentado interferir no processo de destituição do presidente Fernando Lugo e ordenou a retirada dos militares venezuelanos em Assunção. "Nicolás (Maduro) é acusado de estar forjando um golpe no Paraguai ou de ter se reunido com generais paraguaios. Claro que os generais estavam lá (...) e ele estava com os demais chanceleres cumprindo uma missão da Unasul", afirmou Chávez em um discurso na Assembleia Nacional em Caracas, durante uma cerimônia comemorativa ao Dia da Independência da Venezuela, celebrado neste dia 5 de julho.

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Na quarta-feira, o Paraguai anunciou a retirada de seu embaixador na Venezuela, Augusto Ocampos, diante do que qualificou de "grave intervenção" por parte do chanceler Maduro. Já o embaixador venezuelano em Assunção, José Javier Arrúe de Pablo, foi declarado "persona non grata", de acordo com o previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, conforme a nota oficial emitida pelo Ministério das Relações Exteriores do Paraguai.

A Justiça do Paraguai anunciou na segunda-feira o início de uma investigação sobre a suposta intromissão do ministro venezuelano de Relações Exteriores, que teria tentado mobilizar os comandantes militares paraguaios para evitar o impeachment de Lugo em um julgamento político no Congresso do país, no último dia 22 de junho. A presença de Maduro e Prado no Palácio de Governo junto aos comandantes militares das três armas, poucos minutos antes de ser divulgado o veredicto do julgamento político contra Lugo, foi registrada por um vídeo divulgado na terça-feira, por ordem do presidente paraguaio, Federico Franco.

A crise entre os dois países se agravou quando o Mercosul decidiu suspender a participação do Paraguai no bloco até que se celebrem as eleições no país em abril de 2013. Uma reunião extraordinária marcada para ocorrer no dia 31 de julho, no Rio de Janeiro, vai marcar o ingresso da Venezuela no bloco.

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