O chefe de Estado, que realizou esta semana o primeiro ciclo de quimioterapia, admitiu que tem sido "difícil" e que a batalha contra a doença "leva tempo", mas se mostrou feliz com o resultado dos exaustivos exames feitos em Cuba. "Fui submetido a exames de ressonância magnética. Por cima, por baixo (...) e devo dizer-lhes que não foi detectada a presença de nenhuma célula maligna no meu corpo, mas o risco existe e por isso a quimioterapia" explicou, sem dar mais detalhes.
"Estou voltando melhor do que fui (...) Foi difícil, mas este meu corpo de cadete aguentou. Estamos aqui para continuar a batalha, o retorno pleno, mas vocês sabem que eu preciso ser disciplinado", acrescentou o chefe de Estado, acompanhado por ministros e comandantes das Forças Armadas. O presidente venezuelano, de 56 anos, foi submetido em junho, em Havana, a uma operação em que foi retirado um tumor maligno na região pélvica. Chávez havia regressado à Venezuela no começo de julho, e no sábado passado foi novamente para Cuba para continuar o tratamento.
O chefe de Estado explicou que este primeiro ciclo de quimioterapia foi concluído "com sucesso", mas previu novas sessões "para derrotar definitivamente e eliminar qualquer risco de presença de células malígnas". "Estou enfrentando uma doença, e vamos vencê-la com a ajuda de Deus, com a vontade que temos, e graças aos avanços da medicina, vamos continuar abrindo caminho para a pátria nova", garantiu Chávez.
O presidente afirmou, ao chegar a Caracas, que não perdeu "nenhum detalhe" do trabalho de seu governo durante estes dias e disse estar "muito orgulhoso" de sua equipe de ministros. Consciente dos rumores sobre divisões internas no governo, Chávez reafirmou seu apoio ao vice-presidente Elías Jaua, cuja figura ganha peso desde que foi confirmada a doença do presidente.
No poder desde 1999, Chávez é candidato de seu partido às eleições presidenciais de 2012, quando espera ser reeleito para um terceiro mandato de seis anos. Sua candidatura não tem sido discutida pelo partido e o próprio Chávez garante aos seus partidários que está caminhando "rumo à vitória em 2012".