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Chanceler alemã Angela Merkel toma posse para terceiro mandato

Coalizão governista tem 505 assentos do parlamento

Chanceler alemã Angela Merkel toma posse para terceiro mandato
Chanceler alemã Angela Merkel toma posse para terceiro mandato Foto : Johannes Eisele / AFP / CP
A chanceler alemã Angela Merkel foi formalmente empossado nesta terça-feira para o terceiro mandato com o apoio de uma ampla coligação de partidos. A coalizão formada pela União Democrata-cristã (CDU), de Merkel, pelo Partido Social-democrata (SPD), e pela União Social-cristã (CSU) detém 505 assentos dos 631 assentos do parlamento, o que garante folgada maioria ao governo.

Nesta administração, o partido de Angela Merkel ficou com cinco pastas do Executivo e com a chancelaria; o SPD ficou com seis ministérios e a CSU, com três. Na composição do executivo destaca-se a continuação de Wolfgang Schaeuble, da CDU, nas Finanças. O partido da chanceler ficou também com a Defesa, ocupada pela primeira vez por uma mulher, Ursula Von der Leyen; com o Interior (Thomas de Maizière), a Saúde (Hermann Grohe) e a Educação (Joanna Wanka).

O líder do SPD, Sigmar Gabriel, é o vice-chanceler e acumula os ministérios da Economia e da Energia. O partido ainda tem as pastas dos Negócios Estrangeiros (Frank Walter Steinmeier), do Trabalho (Andrea Nahles), do Ambiente (Barbara Hendricks), da Justiça (Heiko Maas) e da Família (Manuela Schwesig).

Entre as novidades na composição do novo governo estão a entrada para a secretaria de Estado do Trabalho de Joerg Asmussen, membro alemão do Conselho Eletivo do Banco Central Europeu (BCE), e da primeira mulher de origem turca em um governo alemão, Aydan Oezuguz, para a secretaria de Estado das Migrações, Refugiados e Integração.

Os ministros da CSU, o outro partido da coalizão, são Alexandre Dobrindt (Transportes e Infraestrutura Digital), Hans-Peter Friedrich (Agricultura) e Gerd Mueller (Cooperação Económica e Desenvolvimento).

O partido de Angela Merkel obteve vitória nas eleições gerais, em setembro, com 41,5% dos votos, mas não conseguiu maioria. Seu aliado anterior no governo, o Partido Liberal (FDP), não elegeu nenhum deputado. A CDU iniciou então negociações para uma grande coligação com o SPD, que teve o seu pior desempenho eleitoral (com 25,7% dos votos).
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