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Chanceler da Colômbia denuncia plano de atentado contra o presidente Iván Duque

Venezuela ofereceu ajuda para investigar plano pelo qual três cidadãos de Caracas teriam sido presos

Venezuela ofereceu ajuda para investigar plano pelo qual três cidadãos de Caracas teriam sido presos
Venezuela ofereceu ajuda para investigar plano pelo qual três cidadãos de Caracas teriam sido presos Foto : AFP / CP
O chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, denunciou no sábado a existência de um plano contra a vida do presidente Iván Duque. "Durante vários meses houve investigações de inteligência sobre possíveis ataques", declarou o chanceler em um vídeo enviado às redes sociais pelo Ministério das Relações Exteriores.

Trujillo relatou no mesmo vídeo, em que não se aprofundou em detalhes, sobre a captura de três cidadãos venezuelanos em posse de "armas de guerra". "Detenções que aumentam ainda mais as preocupações que as autoridades têm sobre o assunto", acrescentou. Em uma declaração em separado, ele indicou que as ameaças vêm "presumivelmente de atores internos e externos".

O governo da Venezuela, por sua vez, se ofereceu para cooperar com a Colômbia para investigar o suposto plano. Após a denúncia do chanceler colombiano, "tentamos contatá-lo para oferecer a ele cooperação policial e de inteligência necessária com o propósito de investigar sua denúncia", assegurou ao ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, no Twitter .

Arreaza também solicitou informações sobre os cidadãos venezuelanos presos "com a plena disposição de antecipação uma rigorosa investigação". O anúncio colombiano ocorre em meio a tensões entre Bogotá e Caracas após a expulsão de funcionários de ambas as nações e a recente presença de bombardeiros russos na Venezuela.

O presidente Duque pediu aos "países que defendem a democracia" que não reconheçam o novo governo de Nicolás Maduro, que assumirá o cargo em 10 de janeiro, após ser reeleito em eleições que foram boicotadas pela oposição e desconhecidas pela comunidade internacional. Maduro, por sua vez, vinculou o futuro governo do brasileiro de extrema direita Jair Bolsonaro, e o da Colômbia a um suposto plano de Washington para dar um golpe na Venezuela e até assassiná-lo.

Essas declarações foram veementemente negadas pelo governo Duque, que descartou qualquer intenção de apoiar ou intervir militarmente na Venezuela, com a qual a Colômbia compartilha uma fronteira de 2.200 quilômetros.