"Digo a Donald Trump, e o presidente da República (Emmanuel Macron) lhe diz também: não tomamos partido nos debates americanos, deixem-nos viver nossa vida como nação", declarou Le Drian em entrevista a uma rede de televisão. "Nós não compartilhamos nossas considerações sobre a política interna americana e queremos que isso seja recíproco", acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos afirmou que este sábado foi um "dia muito triste" para Paris, após a nova manifestação dos "coletes amarelos" - mobilizados contra Emmanuel Macron -, marcada por atos de violência. Trump também pediu o fim do Acordo de Paris sobre o clima, de 2015. "Manifestações e distúrbios por toda a França", tuitou o presidente americano. Os ativistas "cantam 'Queremos Trump!'. Amo a França", acrescentou, sem oferecer provas.
The Paris Agreement isn’t working out so well for Paris. Protests and riots all over France. People do not want to pay large sums of money, much to third world countries (that are questionably run), in order to maybe protect the environment. Chanting “We Want Trump!” Love France.
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 8 de dezembro de 2018
O chanceler questionou que os protestos dos "coletes amarelos", que se desenrolam há três semanas, tenham tido manifestações favoráveis a Trump. "Os 'coletes amarelos' não se manifestaram em inglês, até onde sei, e, para ser honesto, as imagens que circularam nos Estados Unidos em que se ouve 'We want Trump' ('Queremos Trump') foram registradas em Londres, em uma viagem do presidente Trump há vários meses", explicou.