Os chanceleres do Mercosul - bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - estão reunidos neste sábado para tomar uma decisão sobre a situação da Venezuela com base no Protocolo de Ushuaia. O compromisso assinado em 1998 inclui uma cláusula democrática que pode levar à suspensão política do país no bloco. Atualmente, o Brasil ocupa a presidência temporária do bloco.
O encontro está sendo realizado na prefeitura de São Paulo, no Centro da cidade. Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes disse, por meio de sua conta no Twitter, que o Brasil vai pedir a suspensão da Venezuela do Mercosul. "É intolerável que nós tenhamos no continente sul-americano uma ditadura. Houve uma ruptura da ordem democrática na Venezuela", disse. "E, por consequência, o Brasil vai propor que ela seja suspensa do Mercosul até que a democracia volte.", completou.
Desde abril, a Venezuela vive uma onda de manifestações a favor e contra o governo, muitas delas violentas e que já deixaram cerca de 100 mortos e mais de mil feridos. O governo Maduro deu posse nesta sexta-feira a uma nova Assembleia Nacional Constituinte, que a oposição não aceita. A iniciativa foi criticada pelo Mercosul, bloco do qual a Venezuela também faz parte, mas está suspensa por causa dos conflitos políticos.
Eleita presidente da Assembleia Nacional Constituinte venezuelana, a governista Delcy Rodríguez convocou para este sábado a primeira sessão do poder "plenipotenciário" para iniciar o processo que reformará a Constituição e reordenará o Estado. Delcy também acusou a oposição de espalhar ideias falsas sobre o que acontece no país e garantiu que "na Venezuela não há fome, na Venezuela há vontade aqui não há crise humanitária, aqui há amor"
Chanceleres do Mercosul estão reunidos para decidir sobre Venezuela
Decisão pode levar a suspensão política do país no bloco