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Chefe da Marinha do Irã considera “ridícula” a determinação de Trump de bloquear Ormuz

Negociações entre países para resolução do conflito fracassaram

Irã diz desconsiderar aviso dos EUA sobre Ormuz
Irã diz desconsiderar aviso dos EUA sobre Ormuz Foto : Sahar AL ATTAR / AFP / CP

O chefe da Marinha do Irã, Shahram Irani, classificou neste domingo (12) como "ridícula” a determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de bloquear o Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações entre os dois países no Paquistão.

"Os bravos homens da força naval do Exército da República Islâmica do Irã estão monitorando e supervisionando todos os movimentos do agressivo Exército americano na região. As determinações do presidente dos Estados Unidos de bloquear o Irã por mar (...) são muito ridículas e risíveis", disse em declarações transmitidas pela televisão estatal.

Embora reconheça que as negociações no Paquistão tenham corrido "bem" e que "um acordo havia sido alcançado na maioria dos pontos", o presidente americano afirmou que Teerã se recusa a ceder na questão de seu programa nuclear.

"Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a maior do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todas as embarcações que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", onde, disse Trump na Truth Social, começará a "destruir" as minas marítimas colocadas pelo Irã.

Frágil trégua

Irã e Estados Unidos concluíram suas negociações em Islamabad neste domingo (12) sem chegar a um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, mas a região mantém a esperança de que a frágil trégua se mantenha. O vice-presidente JD Vance, chefe da delegação americana, deixou a capital paquistanesa após lamentar a falta de um "compromisso firme" do Irã em renunciar às armas nucleares.

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"Saímos daqui com uma proposta muito simples, uma abordagem que constitui nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam", acrescentou. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou na rede social X que sua equipe de negociação apresentou "iniciativas construtivas, mas, no fim, a outra parte não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações".

O fracasso das negociações aumenta as preocupações de que uma retomada dos combates possa levar a uma alta nos preços mundiais da energia e causar mais danos à navegação e às instalações de petróleo e gás no Golfo. No entanto, o Ministério da Energia da Arábia Saudita anunciou neste domingo que seu principal oleoduto leste-oeste voltou a operar após ter sofrido danos em ataques anteriores. E o Ministério dos Transportes do Catar anunciou que suspenderá algumas restrições à navegação no Golfo.