Os chefes dos Estados árabes defenderam neste sábado, no primeiro dia da Reunião de Cúpula da Liga Árabe, no Cairo, a criação de uma força militar conjunta para combater os grupos terroristas, considerando como um teste a operação militar no Iêmen.
Depois de várias semanas com a criação de uma força militar conjunta entre as prioridades do encontro, o presidente egípcio, Abdel Fattah Al Sissi, convidou os líderes a constituir força especial para lutar contra a organização extremista autointitulada Estado Islâmico. A organização tem intensificado as atrocidades no Iraque e na Síria e conquistado terreno na Líbia e no Egito.
Para os chefes de Estado reunidos no Egito, mais do que o medo em relação aos rebeldes xiitas hutis no Iêmen, há grande apreensão quanto ao rival xiita Irã e à sua atitude expansionista e de controle da região.
A atual situação no Iêmen, onde ocorre uma operação militar que envolve a Arábia Saudita e vários países árabes, leva esses países a superar as suas diferenças e a avançar com a criação de uma força especializada para combater o terrorismo islamita.
Neste sábado, 14 corpos carbonizados foram retirados de um depósito de armas em Aden, o que eleva o número de mortos para mais de 75 em três dias nessa aldeia do sul do Iêmen. "Potentes explosões ocorreram hoje à tarde em um depósito de armas", disse à agência AFP o diretor do Departamento de Saúde em Aden, Al Kheder Lassouar. “Nós retiramos 14 corpos carbonizados e há outros cadáveres no interior do depósito a que ainda não tivemos acesso”, acrescentou.
Chefes árabes defendem força militar conjunta de combate ao terrorismo
Objetivo exposto na reunião da cúpula da Liga Árabe é combater o Estado Islâmico