O epicentro foi localizado na fronteira entre as províncias de Yunnan e Guizhou, segundo a Agência Sismológica da China. "O tráfego foi interrompido em algumas áreas e as comunicações foram afetadas", indicou o governo local de Yiliang, próximo a Yunnan. A Agência chinesa avaliou o tremor em 5,7 graus de magnitude na escala Richter, contra 5,6 divulgado pelo Instituto Americano de Geofísica (USGS). Autoridades estão enviando barracas e abrigos para a região. O primeiro-ministro Wen Jiabao também viajou para acompanhar a situação no local.
A catástrofe deixou ao menos 556 feridos, de acordo com o governo de Yiliang. Já as autoridades de Zhaotong, uma cidade de Yunnan muito próxima da fronteira com a província de Guizhou, indicou 150 feridos. Huang Pugang, do instituto geológico da província de Yunnan, indicou à Nova China que o número de mortos pode aumentar por causa da densidade populacional da região, que conta com 205 habitantes por km².
O terremoto, que aconteceu às 11h (0h no horário de Brasília), foi seguido por uma série de tremores que semearam o pânico em algumas cidades, o que levou muitos habitantes a deixarem suas casas e escritórios. "Estava andando na rua quando de repente senti a terra tremer sob os meus pés. As pessoas começaram a sair para a rua gritando. Quando penso ainda sinto calafrios", contou um habitante no microblog Sina Weibo, o equivalente chinês do Twitter. Outro internauta escreveu que quase não conseguiu controlar o seu carro no momento do tremor.
Imagens exibidas pela televisão mostraram centenas de pessoas reunidas nas calçadas da cidade de Yiliang, em Yunnan, recusando-se a voltarem aos edifícios após o tremor. Em fotografias publicadas na internet, é possível ver ruas cobertas de tijolos, telhas e outros detritos que caíram dos prédios com o impacto do terremoto. Além disso, feridos lotavam a entrada de um hospital. Muitas paredes ficaram rachadas e enormes blocos de concreto caíram nas vias públicas, onde ainda há uma densa nuvem de poeira levantada pelos tremores.