"Se um consultório municipal se negar a fornecer a 'pílula', teremos de tomar medidas", salientou o ministro da Saúde, Jaime Mañalich. Depois de um longo trâmite iniciado em 2010 no governo da socialista Michelle Bachelet, está vigente a lei. Ao entregar a medicação a menores, entretanto, este deverá fornecer o telefone de pais ou responsáveis para que sejam avisados. Até agora, a falta de um regulamento claro de como aplicar a lei dificultou o acesso à pílula em um país conservador onde é proibido o aborto em todas as suas formas.
Um estudo da Universidade Central de Santiago de 2011 aponta que 77,8% dos municípios dizem distribuir a pílula, enquanto 10,9% assegurou que não o faziam, ao serem consultados os funcionários da saúde. A principal razão mencionada para não entregá-la é a falta de estoque (31,4%) e de recursos humanos (17,1%). Outro estudo de 2010, da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso), estabeleceu que 30% dos municípios não entrega a pílula e 39% o faz com restrições.