O vulcão Calbuco, que entrou em erupção no Chile na quarta-feira passada, segue expulsando cinzas e ainda existe o risco de nova atividade. As autoridades mantém a zona de isolamento de 20 quilômetros em torno do vulcão, além de outras medidas preventivas.
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A erupção e posterior nuvem de cinzas afetaram as principais atividades econômicas da região como a agricultura, pecuária e piscicultura. Cerca de 6,5 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas em consequências das atividades do Calbuco.
A nuvem de pó chegou à Argentina, ao Uruguai e ao Sul do Brasil. No Brasil, as cinzas vulcânicas chegaram a cidades do Rio Grande do Sul. Nesse sábado, o Metroclima, sistema de previsão do tempo da prefeitura de Porto Alegre, registrou que o céu da cidade ficou com aspecto um pouco mais acinzentado em função das cinzas, mas não há motivo para preocupação quanto à qualidade do ar.
Na Argentina, a prefeitura de Bariloche, informou neste domingo que foi concluída a limpeza das cinzas no aeroporto da cidade e os voos suspensos desde a tarde quarta-feira poderiam ser retomados. O retorno dos voos depende agora de uma decisão das empresas e das condições da suspensão de partículas no ar.
O vulcão Calbuco, que está em atividade desde quarta-feira, entrou em erupção duas vezes, expelindo colunas de fumaça e cinzas a vários quilômetros de altura. O vulcão não registrava atividade há mais de meio século.
O Calbuco fica em uma região turística, a cerca de 900 quilômetros da capital chilena, Santiago. O governo chileno evacuou a área e decretou estado de exceção nas cidades próximas.
Chile mantém alerta para erupção do vulcão Calbuco
Nuvem de cinzas afetou atividades econômicas