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Chile recebe visita do secretário-geral da ONU nesta sexta-feira

Números oficiais confirmam que 279 pessoas falecidas no terremoto foram identificadas

Operários trabalham na reconstrução de Talca, uma das cidades mais atingidas pelo tremor
Operários trabalham na reconstrução de Talca, uma das cidades mais atingidas pelo tremor Foto : Daniel Caselli / AFP
O Chile, que nesta sexta-feira recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, decreta três dias de luto nacional a partir do próximo domingo pelas vítimas do terremoto que deixou mais de 800 mortos. Ao mesmo tempo em que prosseguem as operações de resgate e ajuda em uma ampla área do sul do país, a presidente Michelle Bachelet anunciou a decisão e pediu que os compatriotas hasteiem a bandeira do país em suas casas.

"A presidente da República decretou no dia de hoje três dias de luto nacional, a contar da zero hora de domingo, 7 de março, em memória dos chilenos e chilenas falecidos", afirmou o subsecretário do Interior, Patricio Rosende. Ele leu ainda uma lista de 279 pessoas falecidas no terremoto que foram plenamente identificadas.

O subsecretário não afirmou que era uma revisão para baixo do balanço oficial de 802 mortos divulgado na quarta-feira e também não divulgou o número de falecidos que não foram identificados. Além disso, não anunciou a quantidade de pessoas consideradas desaparecidas. Na quinta-feira, Bachelet afirmou que entre os quase 600 mortos anunciados para a região de Maule há 200 pessoas que na realidade estão desaparecidas.

Nesta sexta-feira, o Chile recebe o secretário-geral da ONU, que no sábado visitará a região do desastre. Bachelet verificou na quinta-feira a distribuição da ajuda em Concepción e Talca, as capitais das regiões mais afetadas.

A presidente citou pela primeira vez a reconstrução do país, que segundo ela vai levar pelo menos três anos, o que significa quase todo o mandato do presidente eleito Sebastián Piñera, que assume o poder no dia 11 de março. Além disso, afirmou que, apesar do Chile dispor de recursos para um certo número de ações, o país terá que recorrer a créditos do Banco Mundial e de outras instituições.

Em Concepción, que está sob toque de recolher em consequência dos saques e vandalismo após o terremoto e o tsunami, as pessoas ainda protegem as casas por conta própria, apesar da presença de 14 mil soldados nas áreas de desastre.