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Chile registra 348 presos e 36 feridos no primeiro dia de greve

Manifestantes encapuzados entraram em confronto com a polícia

 Chile registra 348 presos e 36 feridos no primeiro dia de greve
Chile registra 348 presos e 36 feridos no primeiro dia de greve Foto : Martin Bernetti / AFP / CP
Após o primeiro dia da tentativa de greve geral de 48 horas no Chile, que deixou um saldo de 348 detidos e 36 feridos, mais alguns distúrbios foram registrados no período da noite em bairros de Santiago como a Estação Central, onde inclusive foram ouvidos disparos num choque entre manifestantes encapuzados e a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo para dispersar as pessoas.

Durante o dia, na Avenida Alameda, estudantes da Universidade do Chile confrontaram-se com a polícia, enquanto que em ao menos três pontos da capital foram registrados barricadas e pneus incendiados. Uma fonte da polícia qualificou os distúrbios como "isolados".

O país ficou parcialmente paralisado no primeiro dia de greve nacional convocada pela Central Unificada dos Trabalhadores (CUT) do país. A greve obteve a adesão de sindicatos, estudantes, professores, partidos políticos de esquerda e até mesmo de algumas empresas privadas.

O país vive há mais de três meses protestos de estudantes e professores do ensino médio e universitário, que pedem educação pública gratuita e de qualidade, e agora a greve estendeu-se para outros setores. As reivindicações vão desde a redução dos preços dos combustíveis até uma reforma na Constituição, passando por uma mudança no Código de Trabalho. Além disso, especula-se sobre a possibilidade de a greve se transformar em um levante generalizado para derrubar o governo do direitista Sebastián Piñera.

De acordo com informações do governo chileno, a adesão à greve foi baixa e apenas 5,5% dos funcionários públicos do país aderiram a ela. Contudo, a Associação Nacional de Funcionários Públicos (Anef, na sigla em espanhol) calculou uma adesão de 80% da classe.

Segundo o subsecretário do interior chileno, Rodrigo Ubilla, a maioria dos chilenos tentou exercer suas tarefas diárias de maneira normal nesta quarta-feira.  O aeroporto de Santiago e os principais cruzamentos do país funcionavam com normalidade, enquanto que nos centros públicos de saúde foram instaurados alguns turnos para assegurar atendimentos de emergência.