Durante os três meses de campanha eleitoral no Chile, os nove candidatos que disputam a sucessão do presidente Sebastián Piñera repercutiram as manifestações que tomaram as ruas do país nos últimos dois anos. Estimulada pelos estudantes, a população tem exigido mudanças em áreas que sofreram com grandes diferenças sociais nos últimos 20 anos. “Não há incerteza sobre quem será a nova presidente do Chile, já que todas as pesquisas indicam que será Michelle Bachelet, a menos que algo extraordinário aconteça”, diz o especialista em eleições Mauricio Morales.
Voto facultativo
Mais de 13 milhões de chilenos estão habilitados a votar no domingo. A eleição marca a estreia, no pleito presidencial, do voto facultativo, que mudou o antigo sistema, no qual a inscrição eleitoral era voluntária, mas que, uma vez inscrito o eleitor, o voto se tornava obrigatório. Não existem projeções exatas sobre o número de eleitores que comparecerão às urnas. As estimativas apontam para entre sete e nove milhões de pessoas.