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Chile vai reestruturar sistema de alerta de tsunamis

Sebastián Piñera e Michelle Bachelet afinaram discursos nesta sexta-feira

Tsunami devastador ocorreu logo após terremoto do último sábado
Tsunami devastador ocorreu logo após terremoto do último sábado Foto : Claudio Santana/AFP
A seis dias de assumir a Presidência da República do Chile, Sebastián Piñera comprometeu-se nesta sexta-feira a reestruturar o sistema de alerta de tsunamis no país e dar continuidade às ações definidas pela atual presidente Michelle Bachelet. Nesta manhã, os dois se reuniram e afinaram os discursos afastando o receio de que a transição trouxesse mais prejuízos ao país, que foi parcialmente devastado nos últimos dias por tremores de terra e tsunamis.
Um dos temas que predominaram na reunião foi a série de críticas ao sistema de alerta do governo em relação à ocorrência de tsunamis. Especialistas chilenos e estrangeiros afirmaram que o aviso foi dado tardiamente. Se tivesse ocorrido antes, poderia ter evitado parte dos prejuízos. O objetivo é impedir que situações semelhantes se repitam.

Nesta sexta-feira, a Marinha chilena destituiu o diretor do Serviço Hidrográfico e Oceanográfico (SHOA), comandante Mariano Rojas, que era responsável pelos alertas. Para o cargo foi designado Patricio Carrasco Hellwig.

Segundo Bachelet, a passagem do cargo deve acontecer de forma tranquila. “Estamos determinados a assegurar uma transição suave no dia 11 de março", disse ela. De acordo com a presidente, a cerimônia será austera e simples, porque as condições nacionais assim exigem.

De forma semelhante, reagiu o futuro presidente: “A nossa atitude é de determinação total e cooperação em tempos de emergência. Agora é buscar soluções”, disse Piñera. “(A presidente Bachelet) nos deu informações sobre a magnitude e as consequências do terremoto e dos tsunamis que têm atingido nosso país”, disse ele.

Piñera assume a Presidência na próxima quinta-feira. Até lá, afirmou, a responsabilidade está nas mãos de Bachelet. “Terei a responsabilidade de presidir e estamos preparando, a partir do nosso programa de governo, incorporando um novo e grande desafio e responsabilidade como cidadãos, que é abordar a situação de emergência.”

A presidente chilena ressaltou que as necessidades são urgentes e que não pode haver paralisação. “Os planos não param. Há planos para reconstrução de pontes aéreas e terrestres, porque tudo tem de continuar a funcionar sem pausa, para que ocorra distribuição de alimentos e de água, que devem chegar às populações afetadas, assim como a construção de moradias de emergência”, disse ela.

Bachelet acrescentou que seu objetivo é manter a futura equipe de governo informada sobre todas as decisões em curso. “Nós queremos compartilhar informações com eles e com seus ministros para que eles possam ter tudo na mão. (Tudo) exige uma coordenação muito boa para que a população continue a receber ajuda”, disse.