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Chilenos vão às urnas para eleição presidencial

País adotou voto voluntário pela primeira vez

Michelle Bachelet e Evelyn Matthei são as favoritas ao cargo
Michelle Bachelet e Evelyn Matthei são as favoritas ao cargo Foto : Hector Retamal / AFP / CP
A eleição presidencial no Chile começou neste domingo às 8h (9h de Brasília), pela primeira vez com o sistema de voto voluntário, anunciou o Serviço Eleitoral (Servel). Mais de 13 milhões de pessoas - dos 16,5 milhões de habitantes do Chile - estão registrados para votar em todo o país. A votação prosseguirá até as 18h locais (19h de Brasília). 

Esta é a primeira eleição presidencial no país com o sistema de voto voluntário, implementado em dezembro de 2012, o que provoca uma incógnita sobre o número de chilenos que comparecerão aos locais de votação. As projeções apontam para algo entre sete e oito milhões de eleitores.

Os chilenos escolherão o sucessor do presidente de direita Sebastián Piñera entre nove candidatos, um número inédito na história eleitoral chilena. As pesquisas apontam o amplo favoritismo da socialista Michelle Bachelet, apoiada por uma coalizão de esquerda, a "Nueva Mayoría", que conta com 47% das intenções de voto.

Descontados nulos e brancos, as pesquisas indicam que a ex-presidente socialista, de 62 anos, pode vencer no primeiro turno, o que exige 50% dos votos mais um. Mais de 30% atrás aparece a rival mais próxima de Bachelet, a candidata do governo Evelyn Matthei, seguida pelo economista independente Franco Parisi e pelo cineasta Marco Enríquez Ominami.

As outras cinco candidaturas não aparecem com um número de votos significativo nas pesquisas.
Os chilenos também renovarão neste domingo os 120 membros da Câmara dos Deputados e metade do Senado, de 38 cadeiras. Além disso, pela primeira vez devem eleger conselheiros regionais.

Os primeiros resultados oficiais devem ser divulgados a partir das 19h30min locais (20h30min de Brasília), com 20% dos votos apurados, segundo o Servel.

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