A China anunciou nesta sexta-feira (23) ter iniciado duas investigações sobre as práticas comerciais dos Estados Unidos, em resposta a procedimentos abertos por Washington contra Pequim, especialmente por suspeitas de trabalho forçado.
As novas investigações chinesas se concentram em supostas perturbações das cadeias globais de abastecimento e no comércio de produtos da economia verde, declarou um porta-voz do Ministério do Comércio em um comunicado.
Esse tipo de investigação pode ser o passo prévio a medidas de retaliação comercial, como a imposição de tarifas. Elas são conduzidas "em resposta a duas investigações americanas contra a China nos termos da seção 301", indicou, em referência a um mecanismo americano de tarifas punitivas.
Nas últimas semanas, os Estados Unidos anunciaram investigações comerciais direcionadas contra dezenas de países, entre eles a China, em nome do combate às sobrecapacidades e ao "trabalho forçado". Pequim as classificou como "manipulação política".
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Resposta de Pequim
O Ministério do Comércio chinês "tomará as medidas necessárias em função dos resultados das investigações e defenderá firmemente seus direitos e interesses legítimos", declarou seu porta-voz.
As duas investigações devem "ser concluídas em um prazo de seis meses", embora possam ser prorrogadas por mais três meses, acrescentou.
A Casa Branca anunciou que o presidente Donald Trump viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio, visita já adiada por várias semanas devido à guerra no Oriente Médio.