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China afirma que navio americano entrou em suas águas sem permissão

Governo chinês ordenou a saída e disse que ação comprometeu a soberania e a segurança

Governo chinês ordenou a saída e disse que ação comprometeu a soberania e a segurança
Governo chinês ordenou a saída e disse que ação comprometeu a soberania e a segurança Foto : Kryzentia Weiermann / US Navy / AFP / CP
Um navio militar americano que passou perto de uma pequena ilha reivindicada por Pequim no Mar da China Meridional entrou "sem permissão" em águas territoriais chinesas, afirmou nesta quinta-feira o governo chinês. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, expressou o "forte descontentamento e a forte oposição" da China após esta ação da Marinha americana, a primeira do tipo durante a administração do presidente Donald Trump.

O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira que um navio de guerra da Marinha, o "Dewey", passou a menos de 12 milhas náuticas do recife Mischief, uma pequena ilha reivindicada pela China no arquipélago Spratly. A operação pretendia demonstrar a "liberdade de navegação" nas águas disputadas.

De acordo com o porta-voz de Pequim, a Marinha chinesa "identificou o navio americano de acordo com a lei e ordenou a saída". A ação da Marinha dos Estados Unidos "comprometeu a soberania e a segurança" da China e poderia ter provocado acidentes navais ou aéreos, advertiu Lu. A soberania da China no arquipélago Spratly e nas águas próximas é "indiscutível", disse.

A China reivindica a maior parte do Mar da China Meridional, incluindo zonas muito próximas às costas de vários países do sudeste asiático.