Um navio militar americano que passou perto de uma pequena ilha reivindicada por Pequim no Mar da China Meridional entrou "sem permissão" em águas territoriais chinesas, afirmou nesta quinta-feira o governo chinês. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, expressou o "forte descontentamento e a forte oposição" da China após esta ação da Marinha americana, a primeira do tipo durante a administração do presidente Donald Trump.
O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira que um navio de guerra da Marinha, o "Dewey", passou a menos de 12 milhas náuticas do recife Mischief, uma pequena ilha reivindicada pela China no arquipélago Spratly. A operação pretendia demonstrar a "liberdade de navegação" nas águas disputadas.
De acordo com o porta-voz de Pequim, a Marinha chinesa "identificou o navio americano de acordo com a lei e ordenou a saída". A ação da Marinha dos Estados Unidos "comprometeu a soberania e a segurança" da China e poderia ter provocado acidentes navais ou aéreos, advertiu Lu. A soberania da China no arquipélago Spratly e nas águas próximas é "indiscutível", disse.
A China reivindica a maior parte do Mar da China Meridional, incluindo zonas muito próximas às costas de vários países do sudeste asiático.
China afirma que navio americano entrou em suas águas sem permissão
Governo chinês ordenou a saída e disse que ação comprometeu a soberania e a segurança