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China convoca embaixador dos EUA por sanções militares

Sanções financeiras americanas ocorreram em virtude da compra de armas russas por parte de Pequim

A China convocou o embaixador dos Estados Unidos, neste sábado, e enviou um "protesto solene" em função das sanções de Washington a Pequim pela compra de armas russas. A informação foi divulgada pelo "Diário do Povo", órgão do Partido Comunista. Na quinta, os Estados Unidos anunciaram a sanção, pela primeira vez, contra uma entidade estrangeira pela compra de armas russas, atingindo uma unidade das Forças Armadas chinesas pela aquisição de caças e de mísseis terra-ar. Pequim reagiu no dia seguinte, manifestando sua "indignação".

O embaixador americano na China, Terry Branstad, foi convocado pelo vice-ministro de Relações Exteriores Zheng Zeguang. As sanções financeiras americanas afetam o Departamento de Desenvolvimento de Equipamentos do Ministério chinês da Defesa.

Neste sábado, o órgão declarou que os Estados Unidos não têm direito de intervir nas relações "normais" entre dois Estados soberanos. O gesto do governo Trump é "uma violação flagrante das regras fundamentais das relações internacionais" e "uma demonstração pura e simples de hegemonia", criticou o porta-voz do Ministério da Defesa, Wu Qian, em declarações à agência de notícias Xinhua.