A China advertiu, nesta quinta-feira, o governo americano sobre qualquer discussão oficial dos Estados Unidos com o Dalai Lama, atualmente em visita ao país. Na quarta-feira, o líder espiritual celebrou seu aniversário de 76 anos na presença de milhares de pessoas em Washington.
"Nos opomos totalmente a qualquer atividade do Dalai Lama durante as visitas ao estrangeiro que tenham como objetivo a separação do Tibete de sua pátria mãe", enfatizou Hong Lei, um porta-voz do ministério chinês de Relações Exteriores. "Repudiamos que um governo estrangeiro ou uma personalidade política apoie ou promova essas atividades", enfatizou.
Na terça-feira, o Dalai Lama se reuniu com a subsecretária de Estado americana para Democracia e Assuntos Mundiais, María Otero. Eles discutiram o apoio americano à "preservação da identidade religiosa, cultural e linguística única do Tibete" e a "proteção dos direitos humanos na China", segundo um comunicado do Departamento de Estado.
Nesta quinta-feira, o líder se reuniu no Congresso americano com o presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, e tinha previsto também um encontro com a chefe da minoria democrata, Nancy Pelosi. O governo chinês acusa o Dalai Lama de promover o separatismo e lhe pedem regularmente que abandone definitivamente qualquer aspiração de independência.
A China, que assegura que "liberou pacificamente" o Tibete em 1951, controla cada vez mais rigidamente essa região autônoma e as províncias limítrofes da população tibetana desde a revolta contra o país, em 2008. Os tibetanos se queixam da repressão implacável realizada pelas autoridades comunistas chinesas.
China critica EUA por receber Dalai Lama em eventos oficiais
Líder do Tibete completou 76 anos em visita ao solo americano