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China e Rússia criticam os Estados Unidos e o Ocidente em Cúpula na Ásia

Putin culpou o Ocidente por guerra na Ucrânia

Cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) ocorre em Pequim
Cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) ocorre em Pequim Foto : Alexander Kazakov / POOL / AFP

Os presidentes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, usaram uma cúpula de segurança e cooperação nesta segunda-feira (1) para criticar os Estados Unidos e o Ocidente. O encontro, que aconteceu na cidade chinesa de Tianjin, busca promover uma nova ordem mundial, com Pequim no centro das relações regionais.

Durante a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), Xi Jinping condenou o "comportamento intimidador" de alguns países, em uma referência velada aos EUA. Ele pediu oposição à "mentalidade da Guerra Fria" e defendeu o multilateralismo, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Acusações contra o Ocidente e a guerra na Ucrânia

Presente no evento, que também contou com a participação do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, Putin defendeu a ofensiva de seu país na Ucrânia. O líder russo culpou o Ocidente por provocar o conflito, alegando que a crise "não foi provocada pelo ataque russo", mas sim pelo "resultado de um golpe de Estado na Ucrânia, que foi apoiado e provocado pelo Ocidente". Ele também citou as tentativas ocidentais de levar a Ucrânia para a Otan como a segunda razão para a guerra.

Encontros diplomáticos e alianças

A cúpula também serviu como palco para importantes reuniões bilaterais. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, conversou com Putin, elogiando a "parceria estratégica especial" com a Rússia. A reunião ocorre poucos dias depois de a Índia ter sido afetada por um aumento de tarifas dos EUA, uma punição por comprar petróleo russo.

Outros encontros importantes incluem a reunião de Putin com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, a quem agradeceu pelo papel de Ancara como mediador no conflito da Ucrânia. Putin também se encontrou com seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, em um momento de pressão sobre o Irã para que cumpra suas obrigações nucleares internacionais.

A cúpula, a maior da história da OCX, com a participação de mais de 16 nações afiliadas, acontece dias antes de um grande desfile militar em Pequim, que celebrará o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial e deve reforçar a demonstração de força da China no cenário global.

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